9 de dezembro de 2021
Instituto Ressurgir
Textos

NA LUTA PELOS DIREITOS DA MULHER

Trabalho dioturnamente e vou morrer trabalhando, no enfrentamento à violência e à discriminação contra a mulher, conheço de perto os sofrimentos físico, psicológico, moral, patrimonial, sexual, étnico, religioso, social e cultural aos quais essas mulheres são submetidas.

Elas sofrem não só pela violência praticada por seus parceiros e ex parceiros, maridos e ex maridos, namorados e ex namorados, pais e irmãos… mas pela educação mesquinha e adestradora, a qual são submetidas e que cerceia os seus direitos, desde o berçário!

Infelizmente, ainda vivemos numa sociedade primitiva, arcaica, medieval, onde o sexismo patriarcal norteia as vidas de mulheres e de homens, mesmo antes de nascerem.

Trabalho, incansavelmente, para impedir que homens agressores sejam produzidos nos nossos lares, nas nossas escolas e na nossa sociedade, assim como luto pra que sejam punidos e, sempre que possivel, ressocializados.

A MISOGINIA é ensinada e disseminada desde o seio familiar. A mídia se encarrega de propagá-la e levá-la aos quatro cantos do mundo.

Tornamo-nos misoginas e misoginios sem sequer percebermos…, a agressão ao feminino está em todos os lugares e em todas as partes, inclusive na nossa linguagem. “O feminino é o invisível, é o inferior, é o negativo.”

A banalização da violência e discriminação contra a mulher faz parte do nosso cotidiano, a pallavra da vítima é sempre colocada em dúvida…

“O que será que ela fez?”
“Com que roupa ela estava?”
“Ninguém estava lá pra ver se foi assim”
“Alguma coisa está errada, um homem tão bom e educado desses, não pode ter feito isso “

Um dia, ouso dizer, em breve, em nossa sociedade, a violência e a discriminação contra a mulher serão coisas do passado, serão ações repudiadas por todas as pessoas, eu posso não viver nesses dias, mas isso não importa, tenho o privilegio e a felicidade de poder contribuir, um pouquinho, para que esses novos dias e está esta nova sociedade cheguem e fiquem para sempre!


Valdilene Oliveira Martins