Na noite de 06.10.2026, o Instituto RESSURGIR Sergipe, representado pela sua presidente, Valdilene Oliveira Martins, concedeu entrevista à jornalista Ana Fontes, para o SE TV, 2a edição da TV Sergipe, apresentado pelo jornalista Lyderwan Santos, para falar sobre o alto índice de feminicidios em Sergipe.
É preciso compreender que, por trás de cada estatística, existe uma mulher que teve sua vida interrompida, uma família destruída e uma sociedade que falhou em garantir a sua segurança e o seu direito de viver sem violência.
Precisamos entender que o feminicídio não acontece de uma hora para outra. Antes do assassinato, podem existir ameaças, agressões físicas, violência psicológica, perseguição, controle e diversas outras formas de violência. Por isso, é fundamental reconhecer os sinais e agir antes que seja tarde demais.
Outro aspecto que me preocupa é a falta de participação de parte da sociedade no enfrentamento dessa violência. Muitas vezes, as pessoas sabem que uma mulher está sendo agredida, escutam os gritos, presenciam ameaças ou percebem comportamentos violentos, mas preferem não se envolver. Algumas dizem que não querem se meter em briga de marido e mulher, como se a violência doméstica fosse um assunto exclusivamente privado.
Não se pode esperar que uma mulher seja assassinada para reconhecer que ela precisava de ajuda.

